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Juventude perdida. Não há crise, guerra ou ideologia a se combater. Apenas o caos pessoal. Não existe o mal do século, byronismo, ou noção maniqueísta, nada a se perder. Sem noção dos porquês, só existe uma geração esquecida.
Uma situação aterradora, onde o caos é encoberto de calma com pequenos tumultos no horizonte.

Só existe essa geração perdida, no meio de guerras conceituais, onde a certeza é vendida a quem paga mais a frente desse fronte.Perdemos nossos 20 e poucos anos, com morte cerebral. Aneurisma de forma fulminante, só sobram o corpos a serem velados. Sem socorro, sem super-homem no céu, sem divindade do sol e da colheita, sem bandeira ou qualquer símbolo nacional.

O amor esta estatelado no chão, onde a pomba branca da paz bica suas orbitas expostas. Seu feto está em um pote com formol. A geração se perdeu, a força se esvaiu, e agora sem propósito corre descalço pela rua em direção ao sol. A fome não parou, a sede não cessou. As ideias são praticamente as mesmas, com roupagem nova e nova maquiagem.

As risadas não enganam mais, as compras no shopping não preenchem esse vazio, toda história que findou, nem as sacolas da igreja significam algo nessa engrenagem. A estupidez se perdeu com a juventude, a idade chegou mas ainda se espera a maturidade.

“Quando se tornar adulto?”. Geração canguru, XY ou qualquer nome comercial e insignificante, a maturidade não vem com a idade. Parece mais velha, mas morre aos poucos no falso carpe diem, um bucolismo sem razão. Sem fé, ou com fé demais, pra onde vai? A quem se importa? Quem é que fica? A quem se espelha? As feridas do corpo não dizem nada, os traumas na mente não dizem nada, e os gritos dentro desse corpo não dizem nada.

As desculpas estão acabando, os retratos na parede dos pais de nossos pais estão perdendo o foco. Não há distinção do que é exato e agora, que o certo e o errado se parecem tanto no momento de dor? Como se saíra desse sufoco?
Só o silencio, dessa juventude tardia, essa geração perdida. Seus 20 e poucos anos atrelados a pólvora e dinheiro. Suas certezas incautas e desprevenidas.

A fumaça que atinge a mente não traz mais euforia, nem mesmo a bebida, pois está tudo nublado, o sol está cinza, junto com as nuvens perdidas.
Tudo está cinza, a visão de nossos pais está esquecida. Só o cotidiano ligado para tentar fazer esquecer, a amnésia provocada e estimulada pelo subconsciente dessa geração perdida. Só a necessidade de ser vazio e orar pelas coisinhas belas do ser e ter.

Sem o veneno da cobra, sem a picada do escorpião. Só uma juventude perdida, esquecida, uma geração irada e com remorsos no coração. A passividade terminou. Agora o anjo que sempre quisemos acreditar se junta a nós dentro desse caixão!
É preciso explodir esse abismo antes que o abismo engula esse pedaço do mundo. Antes que ele nos exploda, e nos jogue dentro de um precipício sem fundo.

Às vezes é necessário um vilão, para seu filme ter um final feliz. Um adversário para ser superado e se sentir melhor. Um oponente que o fará se superar e vencer a batalha.
Às vezes é necessário ferir as mãos com espinhos, para sentir o cheiro das rosas. Sentir a dor do parto para ter o abraço de uma nova vida. Sentir a dor da perda para reconhecer a memória daquele que se foi.

Às vezes é preciso ter um inimigo em comum a ser vencido. Um obstáculo impertinente que parece invencível. Às vezes, não sempre…
Temos que enfrentar o inimigo, mesmo com o medo. A garganta paralisada, de onde não sai o grito, e a angustia fica preso dentro do corpo. E o pior, ter que engolir a seco certas palavras, para poder usufruir de algo maior.

O pior é saber que realmente é necessário se ferir para passar por esse momento. É preciso enfrentar e ir além da vitória e da derrota.
Às vezes o inimigo vem bem a calhar. Um oponente é algo visto como necessário. O vilão é um dos motivos principais do livro. E o mal parece existir para que o bem pareça realmente bem.

O medo de sentir medo atrapalha. O medo de se machucar acaba machucando também. Que a desilusão sirva como aprendizado, mas que não deixe de almejar o quase impossível. Que o medo da queda não impossibilite de vez em quando de andar nas nuvens (providencialmente de pára-quedas). Às vezes, não sempre…


Às vezes vem uma amargura, uma falta de ser.

Às vezes vem uma má vontade combinando com preguiça, sem nada para fazer.
Por vezes o chão escapa por falta de seriedade.

Por vezes nada muito nos importa, nem a ansiedade.
De noite, no silencio dentro de si, ecoa dúvidas que não queria ouvir.
De noite, dentro de si, há situações que não queria sentir.

Falta muito para se ter razão, falta muito para se sentir seguro.
Falta confiança nesse mundo cão, falta confiança no que há no futuro.
Nenhuma lágrima te faz falta, não adianta se arrepender do passado.

Nenhuma ação é dada de mão beijada, e sempre carregarás seu fardo.
Não há mais o que lamentar. Só se pode esperar algo de bom pela frente.
Não há mais o que lastimar, de tantos incidentes, só resta esperar e ser mais prudente.

Depois de tudo é o coração que teima e se estremece em dúvidas.
Depois de tudo, deve sentir-se bem e a vontade com todas as renúncias.
Para cada ato, uma escolha e todas as escolhas têm seu peso.
Para cada ato desse enredo, é preciso ter esperança de no fim se encontrar ileso.

 


É preciso perder, para dar um valor maior a vitória.
Sentir a dor, para reconhecer que nada mais o machucará.

Saber o limite para poder saber até onde ir.
Caminhar sem ter certeza de onde quer chegar.
Lutar sem ter a consciência do objetivo.

Entender todo o malefício, parra poder reconhecer o que ha de bom.
Aproveitar dessa brisa no rosto, sem ter que tenha que perder sua aparente liberdade.
São tantos sonhos que não sabe mais como acordar.
São tamanhos obstáculos, que nem imagina como ira acabar.

Só um pensamento fixo de que tudo pode dar certo.
São a carne tremula, e a voz engasgada, o temor nos olhos escondidos por de trás da Iris. As duvidas estão mais que vivas. A tristeza se esconde nas fraquezas, no calcanhar de Aquiles.

Só sentindo a dor, para saber como é bons os momentos de prazer.
Só perdendo o rumo, para agradecer o horizonte que se forma no caminho.
Depois de tantas duvidas, dores e lágrimas… ainda persiste um pouco disso tudo.

O corpo e a alma não sentem tanto quanto antes, e a idade pesa na consciência.
Só apanhando para perder o medo dos golpes… A cada golpe, é o medo que cai.
Ter que se lembrar de tudo que foi perdido. Ter que se lembrar de tudo que não se pode perder mais.

O cavalheiro no cavalo branco não chegou. Hoje em dia ele usaria uma Harley Davidson, talvez. Mas ele não vem. Deve estar parado na fila de carros… Mas saiba que ele não vem!

As juras de amor são apenas para saborear a sua carne. Sentimento antropofágico do canalha. O sapo foi beijado e contaminou seu lábio com veneno. O último romântico foi morto com uma dose de cicuta, em um ato impensado de ignorância.

As preces não serão atendidas… Não da forma que espera. A armadura reluzente foi comprada a prestações, e o nome está sujo na praça. Seu príncipe está sem reinado, é bastardo e brigou com os pais. Não aceite propostas fantasiosas, pule com os pés descalços nos cravos, para sair do transe que o frescor da rosa lhe deixou. O céu é ensolarado, mas o arco-íris não é jura de amor. Não acredite nas promessas vazias, não durma no ponto.

Seu príncipe não vem, pois se perdeu em outro harém. O conto de fadas está quase no fim, e o lobo mal está comendo a vovozinha. Não espere fugir dos defeitos, não espere a perfeição, não espere. O mundo é mais que seus planos, a vida é mais real que seus sonhos. Planos traçados e objetivos em papel: Esqueça e se atenha aos planos “B”!

A idealização do parceiro te fará sofrer. A vontade de querer lhe fará sofrer. Quer mais do que pode conseguir, se mantêm fora dos limites humanos da compreensão dos erros. Lembre sempre que errar é humano e repetir o erro faz parte de um final “feliz”. Saiba que sempre há um fim, sempre.

O mundo gira e com ele suas adversidades. Novas opções e realidades, e tudo se modifica para formas estranhas, sons dissonantes. O ideal morreu faz algum tempo, fumaram suas cinzas. O verdadeiro perigo é acreditar que ele ainda existe. O verdadeiro momento de sofrimento foi esperando por algo inexistente e inalcançável.

A paixão foi espetada por um anjo cego e sem remorso de ter errado. Não se iluda com os olhares, não hesite em errar. Relaxe sobre o mundo, sem pressa, sem a pressão do que imagina ser o amor indo embora. Príncipes não existem mais, agora é tudo na base do parlamento ou falsos governos totalitários.

Seu grande amor mentiu. Sua cara metade se foi. Seu príncipe encantando na verdade é uma bruxa… Mas não se desespere. Aceite a derrota. Das cinzas há de sair uma fênix mais do que folclórica. Reaja e saberá que o verdadeiro doce vem quando se experimenta o que é mais amargo.

Não beije mais os sapos esperando se tornarem príncipes ou vai acabar ficando envenenada além de não ser muito higiênico. Não espere que a magia da fantasia resolva seus sonhos. Aceite o que tem de melhor para você, aceite os defeitos e não durma dentro desse sonho. Acorde, reaja e viva o momento como tem que ser. E aceite esses sapos como são, apenas anfíbios (escolha um que não seja venenoso, que seja limpinho e o ame da forma que ele o é!)


Intrépido

Publicado: março 15, 2011 em Uncategorized
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Forte e corajoso como o reflexo de um leão. Mas sua imagem esconde o cristal que é seu âmago.
Essa força que aparenta, é às vezes ilusória. Sua mente se torna vulnerável a todo tipo de pesadelo.
Forte e destemido, sua imagem não reflete os perigos que sente os medos que esconde!

Não há fuga de si, não há como se perder. Não há escapatória, e sua imagem é de um ser impávido.
Sua vida gira em torno de um sistema não linear.
Tudo contra sua vontade e sua força é apenas o que imagina ser o suficiente.

O coração bate, bate para não ter que apanhar! Se esquiva para não ser atingido.
Consome um mundo de informações, com medo de ser consumido no final.
Pensa nas dúvidas e perplexidades do cotidiano, se abate ao ataques furtivos.

O mundo dos sonhos bate a porta. Mas tem que acordar.
Os sonhos batem a sua porta, mas realidade quer bater em você!
Precisa pensar em si e não se perder.
Precisa estar forte apesar de tantas derrotas.

Precisa mais do que ontem, em acreditar no futuro.
Difícil está pensar sem ter que parar e os desestímulos que se abatem no ser, as portas que se abrem de forma estranha…
Todo o mundo parece esperar suas decisões.Os moldes pré-estabelecidos que regem todo o resto, é o que esperam que ele faça, é o que esperam que ele seja.

E você, que aparenta ser tão forte e tão dono de si e protetor daquilo que gosta, se encontra perdido nas virtudes que almeja, e no ideal que explana.
Vive perdido em um mundo fantasioso esperando se tornar real.
No final da estória, parece que o personagem não é tão heróico em seu perfil.
Seu foco parece disperso em sonhos, e seu ideal se torna mundano.


Ele é apenas humano, mais do que gostaria de ser, mas literal que da forma com que lhe ensinaram-no a ser.
Amanhã é sempre outro dia, mas não espere por ele em busca de decisões. Mantenha a calma, mas viva em todo o seu esplendor o dia em que suspira.
Nas contradições que nos encontramos e vivemos, temos que nos aceitar. Grande e infalível ser, você não existe como deveria de ser.


Caminhos separados, foi dado o ultimato. Confidenciado o que nunca deveria ser dito ou pensado.
Nosso mundo já não é o mesmo. Nossas rotas se modificaram.
Almas gêmeas declaradas se separam. De tão parecidos que são, um não suportou sua face espelhada. Novos rumos, esquecer o passado, mas as mágoas permanecem. Irmã da tristeza. Apenas sente pena.

Foi dada a noticia e um novo rumo deve se tomar. Cada palavra doía mais do que qualquer golpe. O sentido se perdeu, e toda a emoção fica a flor da pele. (não deveria de ser assim)

Nossos mundos nunca mais serão os mesmos, e nossos sonhos serão deixados para trás. Ainda a tanto para se viver, mas o que era a esperança de uma vida se tornam duas.
Não há o que lamentar além do mal que se abate. Não há mais o que pensar além da tristeza da noticia. O ultimo carinho não existiu. O último abraço foi esquecido (não deveria de ser assim)

Agora somos dois. Caminhos diferentes, momentos diferentes. Rotas alteradas para novos caminhos
(não deveria de ser assim). E o que resta são as memória que teimam em resistir ao tempo.
E mais uma história que se termina, e que fim esperávamos?
Mas então, a esperança bate a porta de forma inusitada. Enquanto houver coração, bate a vida no peito. Enquanto houver esperança há vida. Só mais um suspiro, uma palavra de aconchego, e nada mais.


Tantos quadros na parede, tantas fotos. Esse cenário cheio de sorrisos e tudo que é dito e lido.
Todo esse encanto e as fábulas prazerosas. Queria fazer parte desse cenário.
Acordar nessa cama com lençóis de seda, me banhar nessa água morna. Muito louvor nessa tarde.

As cenas já não se reproduzem como estava na memória. Toda a obviedade dos atos ocultos. Faltava só mais uma cena para eu perceber que não era real.
Tantos monumentos sem ter o que dizer. Tantas fotos sem ação.

Ruim é perceber a cena de fora. Pior é perceber que sua própria percepção não é o suficiente para mudar o quadro. De fora as imagens são nítidas e se contradizem. Por vezes, são fora de foco, borradas pelos erros.

O complexo se torna simples. O útil não se apresenta tão necessário. Fora de cena, fora de tom, fora dessa ordem. Entra em compasso para não fugir do tema. Entra em colapso aos poucos, desmoronando como um castelo de areia, com a onda aos poucos chegando a praia.

As cenas lindas. Fotos de cenas memoráveis. Coisas para lembrar e esquecer. Sentimentos postados em memória eterna. Lindas fotos.
Quero um quadro de realidade, com a melhor realidade possível. Qualquer uma que venda no varejo.

Gostaria de participar da cena, entender o roteiro e ao menos ser um figurante sorridente no fundo da sala. Tantas cenas. Tantas fotos. E poucos brilhos nos olhos. Um mundo de absurdos gloriosos.
Cenas fortes, bem dirigidas. Gostaria de fazer parte dessas atuações. Nessas cenas, fora de foco.


Estamos sonhando constantemente. Com os olhos bem abertos! No descanso do corpo o subconsciente trabalha. Trabalha com todos os impulsos que rejeitamos em nossa atenção (placas, ruídos, cenários). Nosso subconsciente trabalha para que possamos descansar, mas nunca há descanso real para nosso corpo e nossa mente está submetida a todos os tipos de estímulos sensoriais.

Com os olhos bem abertos, conhecemos o mundo da forma que vemos, lemos, ouvimos. Criamos nossas crenças e ideais. Mudamos toda essa realidade a nossa volta. Como se fosse um sonho acordado (e por vezes, pesadelos!) , estamos vivendo o que aparece em nossas pequenas sensações.
Nossos 5 sentidos que dão sentido a tudo mais.

Nossa realidade é aquilo que acreditamos que seja a tal. Nossa percepção gira em torno de nosso mundo; o certo e o errado é dito em coro, mas entendido subjetivamente por indivíduos pensantes.
Com os olhos fechados, estamos sonhando. Talvez.

Estamos em um mundo onírico, onde o implausível pode se tornar verdade. Acontecimentos improváveis podem ocorrer. Onde talvez possamos voar, sem ter que comprar passagens de aviões ou decolar de Asa Delta.

Estamos em um mundo fantástico criado por nós mesmo, e muitas vezes sem o nosso devido controle. Sem a verdadeira noção de que aquilo que vivemos é um sonho. E não em raros momentos vivemos cenas tão reais, sentimentos tão fortes, que quando acordamos sentimos a perda daquele momento; Lamentamos por não ser a nossa “realidade”.

Com os olhos bem abertos, talvez não visualizemos a realidade. Há tantas a venda. Vide que o mundo seu, posso ser tão parecido com o de outrem. Mudamos gostos e percepções para tentar entender as diferenças. Nosso ego nos limita em certas alturas. Nossa visão não enxerga muito além do horizonte que conhecemos como limite. Sonhos que dizem para nós que é sonho.

Será que sonhamos acordados? Será que nosso sonho é uma realidade? Claro que não. Talvez não. Porque seria?!…
Em alguns momentos temos a certeza de sonharmos, mesmo acordados. Em alguns momentos, em mercê ao mundo onírico que se cria e se destrói diariamente, no berço noturno de Morpheus, parece soar como um despertar;

Como se nosso subconsciente, o arquiteto oculto que desenha toda o cenário que vemos, estivesse nos avisando de algo.
Nosso mundo real não é tão real, a não ser para cada individuo que se inflige em senti-lo.

Em algum momento, nos sonhos, o próprio subconsciente, arquitetando cenas e mostrando nossas próprias ideias, quer apenas que acorde.
Com os olhos bem abertos, o subconsciente quer por vezes em meio a um mundo de fantasia, quer que abra os olhos.

De forma conotativa e ainda mais que do acredita que seja real. E seu segundo maior trabalho, que vai além de resguardar o corpo com o sono sagrado, é sabiamente fazê-lo “acordar”!
Acorde.

Descobriu-se que existe? Não foi olhando no espelho e se encontrando no reflexo. Não foi constatando o pulso e a respiração. Descobriu-se vivo, quando pensou e percebeu seu espaço no mundo. Percebeu sua existência e de outros ao seu redor. Percebeu que existe, e não é um ser automato que respira, trabalha e se alimenta.

Percebeu que poderia pensar sobre tudo e o nada. Percebeu que a vida consiste muito mais do que constatações óbvias, esse emaranhado de acontecimentos estranhos e por ventura trágicos.
Quando finalmente percebeu sua consciência e dialogou com ela, em um acontecimento estranho e que beirava a loucura. Seu interlocutor era seu ego e suas crendices. O mundo mudava-se ao redor.

Sua percepção de sentidos não permanecia a mesma. De todas as portas fechadas e muros construídos ao seu redor, fora criado asas de cera para escapar desse vale. Asas que não precisam chegar até o sol para ser derretidas (não, para o mesmo erro duas vezes).
Percebeu e viu que realmente estava vivo. Entendeu que existe, e não é um sonâmbulo que perambula pelas ruas. Percebeu que existe muito além de sua própria consciência. Entendeu os limites das percepções e que existe um infinito além de suas capacidades cognitivas.

Percebeu-se vivo depois de quase 3 décadas de vida. Percebeu como é a vida, e talvez esse seja o primeiro dia, do resto de sua vida. Cada dia pode ser um último dia. Cada ação pode ser vivida intensamente, mas de forma consciente. Cada passo pode ser dado com firmeza, mas com todo cuidado possível.

É possível ser impulsivo, se for precavido em absoluto. É possível ser totalmente oximoro em vidas que parecem linear, mas que realmente são absurdamente paradoxais.
Após tantos anos vivendo, percebeu finalmente que existe.