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De onde vem à inspiração para levantar e engolir o açoite do relógio? Os olhos desconfiados, a forma de sentir e viver somando todos os velhos conceitos e trocar todo seu tempo pelos prazeres que parecem durar a eternidade de alguns minutos. De onde vem toda a forma de enganação que admitimos acreditar como sendo incontestável e necessário para o dia seguinte? 

 

O compasso é rápido, e a impressão de ser realmente necessário correr mais rápido que o vento e ser servil como mais um cão da matilha está implícita.

Correr para não perder tempo, comer perto para não se atrasar com o percurso, olhar preocupado com o tempo perdido que não foi contabilizado.

O tempo escoe mais rápido do que se muda de opinião. A necessidade de se trocar a vida pelos vícios vendidos é o que motiva as ideologias modernas, de todos aqueles tementes do poderoso ser onisciente e que não são assombrados com a falta de percepção da real necessidade da respiração e aspiração.

Ser para ter, entre o tempo gravado no cartão perfurado, do olhar vigilante da chefia que aceita ordens de um bom fidalgo em seu iate.

Ter para sentir, algo que parece um pouco com esperança, algo que parece um tanto com alegria, algo que deve ser confundido com satisfação. O sorriso na cara é só para enganar a tristeza, porque a verdadeira graça ainda não foi encontrada.

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A paixão não sabe esperar. O amor se perde pelos caminhos da pressa. Sobra só o esquecimento e nomes perdidos.
Os sorrisos não tem mais graça, a amizade não tem cor.

Parece que as metas continuam as mesmas, mesmo sendo outros os planos. A flecha disparada é quase impossível de ser interceptada, as palavras ao vento são guardadas aos sussurros.

Quero acreditar em byronismo, mas sobra apelas sequelas. O incomodo na pele não é dos mosquitos impertinentes, nem da tosse da terceira idade…o verdadeiro incomodo se esconde sobre a pele e sabe isso de cor.

Só quem há de suportar a dor para mensurar. Nada como um tiro depois de outro. Só quem há de suportar a dor para mensurar, para viver na sombra dos sábios ignorantes.

Existem poucos amores na vida. Amores de momento, o amor próprio, o amor de mãe e os amores que não sabem esperar, tropeçam no desespero e imediatismo e cores destonantes.

O amor de agora, no momento vale mais porque é feito desse momento. O amor dos desesperados que vivem para sempre como errantes.



Passos no escuro, indefinidos pelas incertezas que imergem dia após dia. Tudo muda em uma velocidade vertiginosa. O cotidiano se modifica irremediavelmente.
Os planos são quase exatos, as idéias são pertinentes…não é nenhum segredo, é algo tanto  quanto óbvios e necessários.

Mas ainda sim, revoltante, vem à maré e muda tudo…destrói os planos e muda as metas. A corrente é forte e as mudanças são necessárias. Só é poupado um pouco de sua vontade, relutante contra si mesma. Só um pouco dessa vontade estranha, que tenta arrumar toda a bagunça gerada pela onda.

E o Futuro? Pergunta-se incessantemente, e intimamente sem resposta aparente. Indagando-se sobre as possibilidades e caminhos a percorrer. Preocupado com uma nova onda que venha a destruir seus sonhos litorâneos. E o futuro, maleável e paradoxalmente irredutível em suas ações. Os desejos são perdidos entre as angústias, e vem sempre a memória daquela onda encobrindo o futuro.

Mais forte que qualquer maremoto ou pororoca jamais vista. Essa maré é terrível ! Atravessa a barreira psíquica e temporal. Abala suas crenças e sua vontade. É uma força irresistível. Uma forma incógnita, silenciosa e fatal…e o futuro descansa sempre a sua mercê, inocentemente, bobeando sobre sua calma aparência, brincando em suas ondas; sem saber que o pior pode acontecer sem aviso!

O pior de imaginar o futuro é o tiro no escuro, e a pergunta: “O que ou quem acertei?”. O pior para se imaginar o futuro são as incertezas. Ou talvez a falta de imaginar um futuro para si seja o mais terrível futuro.Os passos em falso para o rumo indeciso. Um monte de dias sem saber o que fazer, e as indecisões atormentam esperando uma resposta decisiva.
Pense, pense, pense…antes que a onda volte e dê um caldo no futuro de novo!

Eternos adolescentes

Publicado: março 13, 2010 em tempo
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Adolescência…uma fase da vida de transição e experimentação.
É aquela fase da vida no qual você se perturba ou pertuba aos outros sem saber ou sabendo.
É quando começam as frustações e projetos sem sentido.


Mas o bom de saber dessa fase , é que ela tem fim.
Para muitas pessoas….a adolescência é um pouco mais lenta.
Demora a passar, talvez só acabe no final da vida.


Temos o momento certo para amadurecer, cada um tem seu próprio tempo.
E muitos utilizam esse tempo até o final e o que seria amadurecimento vira apodrecimento.
Quando se é adolescente, se reclama de tudo:
Da casa , dos pais , do Brasil, da escola….
Não leva em conta o alimento , o teto , a água e todas as pequenas coisas que o mantém vivo.

Reclamam com toda a razão do mundo, revoltosos querem mudar o mundo em apenas alguns dias.
Mas a idade vem chegando e sugando essa vontade, mas as reclamações continuam.
As reclamações são eternas, e cheias de razão….a intenção é mudar o mundo pela palavra.
Ou pelo menos perturbar todos que vivem no mundo e fazê-los entender a verdadeira razão(do adolescente).


Eternos adolescentes , o tempo passa , a idade chega …a visão começa a falhar , o cabelo fica mais ralo.
Os joelhos não estão tão firmes como antes, a postura começa a inclinar pela ação do tempo.
Mas as idéias, são eternas adolescentes…e o cérebro que deveria ser maduro , ficou podre.
Continua reclamando , continua reclamando, como se isso fizesse a visão que o mundo faz de você  mude para melhor.