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Quando não se tem mais razão, nada resta a não ser dobrar os joelhos e orar.
Quando não se conhece a lógica que persiste na vida, nada sobra além de ter fé.
Mas fé em que, e porque?


Quando não se sabe mais em que acreditar, quando não se acha a razão para todos os fatos da vida.
Mas porque procurar insistir na razão?
Temos fé, quase instintiva…precisamos acreditar em tudo em que não faz sentido.

Precisamos acreditar que tudo o que sofremos tem um propósito maior.
Precisamos acreditar em compensação de todos os males.
Precisamos….


É lógico, ser racional.
É lógico, racionalizar todas as ações em nossas vidas.
Somos criaturas pensantes, imersos em problemas criados por nós mesmos.
Somos racionais, como jamais imaginariamos que pudesse ser.
Pensamos em todas as razões de ser e ter, e o grande porque de tudo.


Mas e quando a razão falha?
Quando o sentimento fala mais alto, quase irracional no peito.
Como medir o que é fé, ou apenas desespero camuflado na incapacidade de descobrir?
Descobrir algo que não consegue se mensurar….pensar em algo tão vasto que não se pode calcular.
Quando recorrer a fé e desistir do raciocíonio?


Acredita-se, em algo maior quando se ora.
Acredita-se que tudo tem explicação lógica.
Acredita-se que a vida não tem razão.
Acredita-se que a fé, muitas vezes, reflete fanatismo.


A razão se confunde, se mistura e se perde em meio ao desconhecimento.
Situações maiores, universo muito maior que nosso pequeno universo.
Vários mundos dentro de um só mundo.
E a fé, é um recurso para nossa falha racional.
A fé é a escapatória para tudo que não podemos e não conseguimos descobrir.

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O medo do fim.

Publicado: abril 24, 2010 em raciocínio
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Todos tememos o fim…o fim inevitável e que evitamos de pensar a respeito.
Temos o medo institivo que todo animal possuí, dos mais complexos as mais simples criaturas:
De uma simples ameba a um complexo cachorro perneta.


O final da vida, é algo indesejado pelo medo indesejável de se pensar: “O que vem a seguir?”
Onde todas as afirmativas e convicções que se construiu durante a vida , caem por terra.
É nesse momento em que se pensa no real sentido da vida.

Ser bom ou mal, ajudar a outros ou passar os dias dentro si, perdido em vaidades?
As grandes experiência da vida, as grandes descobertas e todos os sentimentos….
Nunca se pensa no final sem ser com um pesar no pensamento.
Quando se terá fim a todos os momentos carnais e sentimentos que possuí.


Não se pensa que um dia irá morrer quando se é jovem.
Não se pensa que irá se ferir até que aconteça.
Nada põe em crédito o pensamento sobre a morte.
Só quando ela a incomoda passivamente a sua frente.


Todos os momentos perdidos, todos os momentos no passado.
Quando sua carne apodrece sobre a madeira na terra.
Quando seres consomem sua carne em decomposição, e o odor pútrido empesteia o ambiente,
Talvez se pense a respeito sobre a morte.

O momento final, a forma como se dará a morte…pensamentos funestos.
Temos centenas de motivos de não querer pensar nisso.
Motivos que dizem que existem coisas para se pensar e não se entregar a esse pensamento.
Formas de ver o final como um novo começo.


Até os animais irracionais evitam a morte.
Talvez eles não conversem entre si sobre isso.
Mas nós podemos falar, pensar e raciocinar sobre a morte.
(Mas será que dará tempo de pensar nisso tudo, quando a morte acontecer?)