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O valor de tudo foi esquecido ou renegado, pois hoje temos novos valores, novas funções (sem saber das primárias) .

Os hiatos entre os melhores momentos são preenchidas com pausas dramáticas. Sempre procuramos o melhor, as sensações, o prazer…mas o que é a vida sem prazer? E até onde fazemos tudo que pudemos para obter prazer? Parece que há um peso invisível sobre nós ( e não é a pressão atmosférica sobre nossos corpos ), existe uma pressão psicológica embutida em todo ser, desde seu aprendizado até o fim da vida.

Damos valor ao prazer, conforto, comodidade, mas porque? Apenas pela emissão de endorfina em nosso cérebro? Ativar as suas respectivas áreas de prazer e deleitar tudo que parece ser real?

Ouro vale mais que pão, petróleo vale mais que água, diamantes valem mais que sua casa. Os valores são dados a coisas raras ou extremamente belas para certas pessoas. O valor de sua vida para muitas pessoas não vale muito, desde que não saibam de sua existência, desde que não mendigue em sua porta…desde que não cruze olhares e te mostre como poderia ser você no lugar dele, por más escolhas, caminhos errados e com isso, ter a vida mudada.

Tudo muda. Tudo, menos os valores sociais. O carro mais caro, a casa na praia deserta, a pessoa mais bela. São esses os padrões. São esses o valores comercializados para proveito de alguns. Valores que primam a diferença, diferença que gera riqueza para pequenos grupos. Aparenta satisfação, aparenta alegria, aparenta por um momento, mas é um jogo de máscaras. Um jogo de cartas marcadas. Esse é o mundo, isso é a realidade, e essa realidade nunca pareceu tão pobre!

A miséria nunca me pareceu tão triste. Não pelo simples fato de ser o óbvio ( a derrocada de um membro da sociedade e sua incapacidade de recuperação ), mas também pelo fato de parecer impotente diante desse monstro que assola o tecido coletivo. Não me importar seria quase mágico. Não me importar faria minha existência ser mais tranquila, e talvez não procuraria tantas respostas…mas infelizmente me importo e me torno um refém da minha incapacidade de mudar algo em um espectro mais amplo.

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