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Mais dias, grandes dias….e cada dia que se passa é mais difícil. Cada obstáculo que se passa se sucede de um pior. Para cada etapa, a etapa seguinte parece ser pior. Para cada degrau, o restante parece ser rumo ao infinito.
Não sei se é preciso muita coragem ou ignorância para continuar. Queria mil vezes mais ignorância em algumas concepções.
Para cada suspiro, existe uma força que pede para continuar. Para cada lembrança, um momento que inspira um passo à frente, mas nem todos os momentos são assim.

Ainda existe a esperança, tênue esperança, de se continuar. Suspiros jogados ao nada, força gasta em nada. Sem motivos para persistir ou desistir.
Momentos tristes de choro e de raiva, momentos incrédulos da vida. Basta imaginar além de todas as possibilidades para vislumbrar os erros. Basta querer tecer a memórias com todos os erros. Já não se importa mais com os detalhes, e todas as opções são apenas uma. Tudo desaba sobre você, o sistema desanda, a multidão se cala. Todos os momentos são só esse. E o terror é imaginar o segundo seguinte. Todos os segundos seguintes.

É preciso ter coragem para ser, é preciso ser ignorante para ser. É preciso ter coragem para prosseguir, é preciso ser menos loucos para continuar….nessas horas a ignorância faz falta.
A imagem se torna fosca, do que já não era belo, se contorna em forma obscura. O mundo se contorna em suas sensações e percepções: “Será o mundo realmente da forma que vejo?”

Não existem respostas, pois as perguntas não têm direção. Quem ousaria dizer que sim ou não? Quem seria o onisciente a ter razão? Não existe desespero nos olhos de quem não querem enxergar, tampouco surpresa na concepção conservadora que vive. É tudo assim, dessa forma que é.
É tudo assim dessa forma que tem que ser. O suspiro de agonia é abafado, para não incomodar. Porque se importar? Porque querer saber? È tudo tão vivo na memória, cada suspiro te faz pensar, cada pensamento te questiona a continuar…e essas escadas! Quantos degraus mais devemos subir? Quantas perguntas mais ignoramos com nossa prepotência de não sabermos nada?

Mais dias, menos dias…tudo se segue intermitente. Todos os passos, várias vidas. Não se sabe a definição que procura, a palavra mágica que substituirá o “Abracadabra”. A definição espera nossa ignorância. As perguntas não mais esperam ser respondidas.

Cada dia é mais difícil que o anterior, cada combate é perdido com menos luta. O relógio já está contando. Cada segundo que não quer passar, cada segundo eterno. Só falta passar todo o tempo do mundo em sua vida, e tudo continuar na mesma. E continuar subindo esses degraus…

Erros passados.

Publicado: junho 30, 2010 em Sem categoria
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Quanto tempo demora a apagar os pecados? Quantos filhos teus nascerão sem essas máculas? É preciso perdoar os pecadores, mas nunca esquecer os pecados?
Até quando os erros devem ser lembrados, até quando devemos chorar os fortes golpes nas costas? Nossos pais não sentem mais as dores, nossas costas parecem ser mais fortes.
Quanto tempo persiste o erro? Ele que persiste e vive em nossa história. O erro macula nossa vida passada. Esses erros difíceis de esquecer. Esses erros que devem ser esquecidos.

Como esqueceremos os seus pecados e nos juntaremos em sinal de honra?
Sua bota ainda tem um pouco de sangue, sua mão ainda é sentida em nossa garganta…quanto tempo para sumir as marcas? Quanto tempo será necessário para poder esquecer e ultrapassar os erros?

O mundo mudou desde os últimos erros. Talvez tenha sido para melhor, talvez não tenha mudado tanto assim. A nossa amizade cresce a cada dia, mas ainda choro pelos golpes nas costas, que transcendem nosso sangue. O velho golpe que transcende todo esses pensamentos. E cá aqui estou, lembrando de todos os maus momentos, para ter uma resposta para ti….Quanto tempo depois, nós devemos esquecer os velhos erros?

Essa força que tiveras, dominou toda a concepção de mundo. Mudou a forma e a razão. Transformou tudo da forma que era antes…mas e agora, nossa imaginação é livre, nossa vida é nossa, e sua força ainda se sente através do tempo. Admirável até nos dias obscuros. Estranho ter tamanho apego após tanto mal que causaste. Nos pegamos pensando: “Quanto tempo após os erros, devemos esquecer?”

Todas essas lembranças, parecem até mágoa. Você na forma do seu filho, não deveria ver tanta mágoa. Essas cicatrizes, são a lembrança viva na pele. Um pouco de você, um pouco ser seu filho. Um pouco das suas idéias, um pouco do filho deles. Faz tempo que passaste por aqui. Faz tempo que não causaste mal…mas até quando vamos lembrar, para esquecer logo em seguida?


Seria melhor não chorar por essas mágoas, seria melhor não ter sentido tanta dor. Seria…talvez. Para cada passo que nós temos, nos tornamos diferentes que fomos no começo. E a cada dia, esperamos esquecer todos esses erros, lembrando-nos de que não devem ser repetidos. E suas desculpas não se têm muito efeito. Que venha sua absolvição!