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Sociedade do absurdo, sabe individualmente o que quer para si, mas contesta o que lhe serve de forma coletiva. Sociedade do absurdo, onde a diferença é celebrada, e quem possuí mais é chamado de vencedor, invejado pelo seu status. Espera-se o sucesso não importa a custa de quem e de que forma. 


Absurdo é o que constatamos como normal, apesar de ser obviamente um ultraje a dignidade humana. Absurdo é tentar defender o indefensável, pois assim é mais fácil não pensar na passividade que toma o coletivo. Se pensar na consciência, ela deve pesar toneladas. Mais que toneladas, deve pesar mais que qualquer força da gravidade. 


Deve ser mais forte que a força que um buraco negro suga a luz. A consciência deve pesar o peso do mundo, mas ninguém se importa com ela. A consciência quase se colapsa dentro de si criando sua própria supernova, mas o absurdo que toma conta de todos é maior que o brilho dessa supernova. Não há clarão que persista perante ao absurdo.


 O absurdo parece um monstro que se cria e devora tudo ao se alcance e nada resiste a sua voracidade. A sociedade do absurdo vive para alimentar esse monstro. Vive para deixar sua consciência que pesa mais que todas as luas e estrelas, se afundar em seu próprio peso. 


A sociedade do absurdo não reflete, pois sua imagem remete ao vampiro de Bram Stoker, mas sem Van Helsing ou qualquer outro herói para empala-lo no coração. Suga toda a vida que o contorna, e seu absurdo é viver em meio ao caos, se admirar com tamanha destruição moral e ainda relutar em agir. 


 A sociedade do absurdo está viva, e ri de si mesma. Ri, engolindo o próprio choro, pois sua consciência que jaz em uma lápide em seu encéfalo, ainda pesa, mesmo que morta, toneladas e mais toneladas que incomodam seu jeito simples e maniqueísta de ver o mundo. A sociedade do absurdo não entende. Não entende a si mesmo. Não entende o caos em que vive. Não entende nada.

 

 

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