A favela nasceu a mais de 130 anos no Brasil, com o fim da escravatura, os negros que deixavam de morar nas fazendas e senzalas, primeiramente tentaram viver em cortiços, mas com reformas nas vias publicas foram sendo expulsos desses lugares e montaram moradias em encostas de morros e nas periferias de grandes cidades. Sem o mesmo direito que os brancos, sobreviviam com migalhas em meio ao subtratamento que recebia como pessoa humana, por causa da tonalidade de sua cútis.

As favelas progrediram e se expandiram, principalmente a partir da década de 50 com o êxodo rural de trabalhadores que viam atrás de trabalho braçal que eram ofertados na expansão territorial das capitais, grande número dessa população eram migrantes da região nordeste do Brasil que historicamente encontravam abusos políticos e sofriam com frequentes secas.

A favela cresceu, o preconceito que antes era contra os “pretos”, se virou também contra os “cabeça-chatas”. Favelado se tornou sinônimo de uma subcategoria da sociedade. Uma aberração (que se tornou necessária) no rastro da sociedade.
Com o tempo, o favelado começou a perceber sua importância além do descaso sócio-politico, no qual sempre foi utilizado como bode expiatório para gerar votos.

O termo “favela” dito pelos próprios moradores dizia respeito a humildade, povo sem frescuras, trabalhador. A favela virou “comunidade”, ainda sim para certos segmentos da sociedade, favelado era aquela pessoa má vestida, “barraqueira”, bagunceiro, e no pior dos olhos , bandido!

Há a favelização do pior termo possível, que acontece e deixam acontecer. Alimentam a ignorância e o alienamento. Restringem o máximo possível a educação e a luta de classes continua uma luta invisível no Brasil, uma luta desumana onde não sai ninguém ileso.

Mas aqueles que ali residem também auxiliam na aceitação da alienação. A falta de esperança pelo futuro se torna evidente no imediatismo, falta de planejamento familiar, culto ao “fora da lei”…é ali que o poder paralelo fica cada vez mais forte e se torna opção forte entre mentes incautas e titubeantes.

Se encontra pela internet, em redes sociais, o resultado dessa inoperância na educação. Nessa culpa reciproca de quem não cobra com quem não procura!


A favelização do pior modo possível, sendo pejorativo com uma comunidade inteira pela fama de alguns. Pequenos erros de português são só vestígios. Onde cresce o desespero é onde vive o descaso. 

A falta de perspectiva em evolução joga abaixo toda uma geração que deveria estar evoluindo com o advento da tecnologia e os acessos (mesmo que escassos) que as novas tecnologias veem proporcionando. 


A favelização da cultura, poderia ser bom, se pegassem suas melhores características…mas só demonstram o que há de pior a se mostrar.


Fonte básica para iniciar uma pesquisa:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Favela


O ibope dilacera a mente. Destrói o pensar e a personalidade. A nulificação do pensar se comprova pela futilidade em cena, na tela, e no bombardeio de propagandas.


A cada capítulo de Big Brother, o cérebro vai se consumindo, se devorando…atrofia pela ineficiência e falta de exercício minimo. 

Os neurônios se tornam lentos, os axônios começam a falhar em suas sinapses….

A cada dia de Globo sendo assistida, a cada ponto de ibope, uma multidão de pessoas tem seu cérebro sendo tragado para dentro de um buraco negro, com a gravidade mais densa que a do Sol. Pior que uma úlcera, é a ignorância transmitida para Antenas Parabólicas e cabos coaxiais.

This is it?

Publicado: março 21, 2012 em Uncategorized
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Então é isso?

Trabalhar, estudar, se entreter, e no meio de toda essa demanda vem a contestaçao…é só isso?
Realizar debates ferozes sem objetivos claros, procurar respostas em religiões e dogmas pré-históricos, e ainda sim se pergunta….é só isso?

Deve-se acreditar na recompensa divina e na meritocracia advinda? Ter, ser, inverter, perceber…todos as funções e ações para não chegar a conclusão nenhuma.

Apesar de todo o tempo ocupado, e menos de um segundo para raciocinar e perceber: É só isso?
Apesar de tanto mistério e indagações que cobrem o ser humano, ainda sim sobra aquele sentimento de “de forma misteriosa, é tudo tão coeso e nonsense!”

Sonhar, imaginar os mistérios que se aguardam, imaginar os obstáculos a serem alcançados…mas e depois? Tamanho esforço esbarra nos limites da imaginação. Tudo que podemos ou devemos ser. Todos os desígnios guardados a nós, e algum momento, no último suspiro (ou em qualquer suspiro), o que se tem a pensar é: “Então é isso?”

Mortos-vivos ambulantes.

Publicado: fevereiro 14, 2012 em Uncategorized
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Zumbis devoram cérebros…Zumbis andam sem pensar, se locomovem apenas para ter o que comer. 

Zumbis não raciocinam, vivem em grupos correndo atrás de alguém realmente vivo.

Zumbis não estão vivos. Apenas São sem ser. Zumbis estão, por aí, fora do contexto de ficção científica.


Muitos deles ocupam-se com um “pouco de fumaça”, ou “um pouco de álcool para relaxar”, ou se apegam aos valores fixos da TV.

Zumbis existem e são mais reais que a imaginação um dia pensou em criar. ( Proteja o cérebro!)

Zumbis são a manifestação coletiva de um agrupamento desacostumado a raciocinar.

Hordas de descerebrados percorrem o cimento das cidades diariamente.


Gostaria de dizer : “Não há zumbis aqui!”…gostaria de fugir dessa força e não me tornar mais um andarilho morto-vivo.

Zumbis não se importam, apenas estão por ai. Zumbis são feitos de desespero e desinteresse.

A morte não assusta tanto quanto a alienação, quando os dias se tornam iguais e os patrões sentem orgulho de mandarem na ralé e manter o bom sucesso de seus pais.


Uma corrida de favores e falta do que fazer. E os zumbis, que andam cambaleando pelos dias, estão ai, sem destino absorvendo todo a informação inútil e em busca de cérebros para se alimentar sem ter que usar o próprio.


Vendem um sonho consumível. Vivemos para consumir, comer e nos empanturrar de tudo que é oferecido. Não há meta senão conseguir dinheiro. Vendem aspirações pelo suado dinheirinho.
Vendem ilusões pelas suas horas de labuta. A satisfação é de ter, possuir, adquirir.
Uma busca incessante de peças. Uma rotina que se analisada de perto, percebe-se absurda e redundante.

Somos escravos dos prazeres. Onde tudo que lhe dá prazer, se torna prioritário. Somos escravos da necessidade de se divertir, seja por meio de ludibriantes, como álcool ou por aquisição de bens que remeta a um “status quo” que lhe da a impressão de poder.

O poder que corrompe nos circunda, o poder que corrompe se tornas presente desde as pequenas esferas. Poder para ter mais dinheiro. Dinheiro para ter mais prazer. Viver no hedonismo absurdo!Carros de luxo, mulheres do momento, casas paradisíacas…sem se dar conta do que se tornou ou da real necessidade de se fazer tudo isso.

Vendem satisfação pelo sexo, pelas drogas, pelas bebidas. Trocam a necessidade de outros por mais conforto. E a palavra a ser destacada é conforto! Quantas guerras se travaram por mais conforto? Um mercado consumidor em expansão, ou uma mão de obra terceirizada mais barata (dito outsorcing).

Sentar no sofá e sentir a satisfação do conforto adquirido em nome de sangue e suor de vários outros que não interessa conhecer, pois possuem outra cor de pele, falam outra língua ou possuem outras crenças (são vistos pelo subconsciente coletivo, como inferiores, mas é o que ninguém tem coragem de dizer sem ser crucificado pela própria crença).

O mundo muda a passos curtos. Pequenas explosões nos cantos do planeta. A certeza da ordem pré-instalada parece estar sendo dissipada… mas ainda sim, é uma luta injusta. Uma luta fadada a derrota. Onde muitos se tornam fracos pela fragilidade da união, e poucos se tornam fortes pelo poder de dissuasão e de corromper o elo mais fraco.

E o mais estranho de toda essa engrenagem, é ver e viver no absurdo paradoxo social, fechar os olhos e fingir que não faz parte desse quadro, que a culpa é sempre de outrem e que não pode fazer nada para mudar essa realidade.


Juventude perdida. Não há crise, guerra ou ideologia a se combater. Apenas o caos pessoal. Não existe o mal do século, byronismo, ou noção maniqueísta, nada a se perder. Sem noção dos porquês, só existe uma geração esquecida.
Uma situação aterradora, onde o caos é encoberto de calma com pequenos tumultos no horizonte.

Só existe essa geração perdida, no meio de guerras conceituais, onde a certeza é vendida a quem paga mais a frente desse fronte.Perdemos nossos 20 e poucos anos, com morte cerebral. Aneurisma de forma fulminante, só sobram o corpos a serem velados. Sem socorro, sem super-homem no céu, sem divindade do sol e da colheita, sem bandeira ou qualquer símbolo nacional.

O amor esta estatelado no chão, onde a pomba branca da paz bica suas orbitas expostas. Seu feto está em um pote com formol. A geração se perdeu, a força se esvaiu, e agora sem propósito corre descalço pela rua em direção ao sol. A fome não parou, a sede não cessou. As ideias são praticamente as mesmas, com roupagem nova e nova maquiagem.

As risadas não enganam mais, as compras no shopping não preenchem esse vazio, toda história que findou, nem as sacolas da igreja significam algo nessa engrenagem. A estupidez se perdeu com a juventude, a idade chegou mas ainda se espera a maturidade.

“Quando se tornar adulto?”. Geração canguru, XY ou qualquer nome comercial e insignificante, a maturidade não vem com a idade. Parece mais velha, mas morre aos poucos no falso carpe diem, um bucolismo sem razão. Sem fé, ou com fé demais, pra onde vai? A quem se importa? Quem é que fica? A quem se espelha? As feridas do corpo não dizem nada, os traumas na mente não dizem nada, e os gritos dentro desse corpo não dizem nada.

As desculpas estão acabando, os retratos na parede dos pais de nossos pais estão perdendo o foco. Não há distinção do que é exato e agora, que o certo e o errado se parecem tanto no momento de dor? Como se saíra desse sufoco?
Só o silencio, dessa juventude tardia, essa geração perdida. Seus 20 e poucos anos atrelados a pólvora e dinheiro. Suas certezas incautas e desprevenidas.

A fumaça que atinge a mente não traz mais euforia, nem mesmo a bebida, pois está tudo nublado, o sol está cinza, junto com as nuvens perdidas.
Tudo está cinza, a visão de nossos pais está esquecida. Só o cotidiano ligado para tentar fazer esquecer, a amnésia provocada e estimulada pelo subconsciente dessa geração perdida. Só a necessidade de ser vazio e orar pelas coisinhas belas do ser e ter.

Sem o veneno da cobra, sem a picada do escorpião. Só uma juventude perdida, esquecida, uma geração irada e com remorsos no coração. A passividade terminou. Agora o anjo que sempre quisemos acreditar se junta a nós dentro desse caixão!
É preciso explodir esse abismo antes que o abismo engula esse pedaço do mundo. Antes que ele nos exploda, e nos jogue dentro de um precipício sem fundo.

Às vezes é necessário um vilão, para seu filme ter um final feliz. Um adversário para ser superado e se sentir melhor. Um oponente que o fará se superar e vencer a batalha.
Às vezes é necessário ferir as mãos com espinhos, para sentir o cheiro das rosas. Sentir a dor do parto para ter o abraço de uma nova vida. Sentir a dor da perda para reconhecer a memória daquele que se foi.

Às vezes é preciso ter um inimigo em comum a ser vencido. Um obstáculo impertinente que parece invencível. Às vezes, não sempre…
Temos que enfrentar o inimigo, mesmo com o medo. A garganta paralisada, de onde não sai o grito, e a angustia fica preso dentro do corpo. E o pior, ter que engolir a seco certas palavras, para poder usufruir de algo maior.

O pior é saber que realmente é necessário se ferir para passar por esse momento. É preciso enfrentar e ir além da vitória e da derrota.
Às vezes o inimigo vem bem a calhar. Um oponente é algo visto como necessário. O vilão é um dos motivos principais do livro. E o mal parece existir para que o bem pareça realmente bem.

O medo de sentir medo atrapalha. O medo de se machucar acaba machucando também. Que a desilusão sirva como aprendizado, mas que não deixe de almejar o quase impossível. Que o medo da queda não impossibilite de vez em quando de andar nas nuvens (providencialmente de pára-quedas). Às vezes, não sempre…


Às vezes vem uma amargura, uma falta de ser.

Às vezes vem uma má vontade combinando com preguiça, sem nada para fazer.
Por vezes o chão escapa por falta de seriedade.

Por vezes nada muito nos importa, nem a ansiedade.
De noite, no silencio dentro de si, ecoa dúvidas que não queria ouvir.
De noite, dentro de si, há situações que não queria sentir.

Falta muito para se ter razão, falta muito para se sentir seguro.
Falta confiança nesse mundo cão, falta confiança no que há no futuro.
Nenhuma lágrima te faz falta, não adianta se arrepender do passado.

Nenhuma ação é dada de mão beijada, e sempre carregarás seu fardo.
Não há mais o que lamentar. Só se pode esperar algo de bom pela frente.
Não há mais o que lastimar, de tantos incidentes, só resta esperar e ser mais prudente.

Depois de tudo é o coração que teima e se estremece em dúvidas.
Depois de tudo, deve sentir-se bem e a vontade com todas as renúncias.
Para cada ato, uma escolha e todas as escolhas têm seu peso.
Para cada ato desse enredo, é preciso ter esperança de no fim se encontrar ileso.

 


É preciso perder, para dar um valor maior a vitória.
Sentir a dor, para reconhecer que nada mais o machucará.

Saber o limite para poder saber até onde ir.
Caminhar sem ter certeza de onde quer chegar.
Lutar sem ter a consciência do objetivo.

Entender todo o malefício, parra poder reconhecer o que ha de bom.
Aproveitar dessa brisa no rosto, sem ter que tenha que perder sua aparente liberdade.
São tantos sonhos que não sabe mais como acordar.
São tamanhos obstáculos, que nem imagina como ira acabar.

Só um pensamento fixo de que tudo pode dar certo.
São a carne tremula, e a voz engasgada, o temor nos olhos escondidos por de trás da Iris. As duvidas estão mais que vivas. A tristeza se esconde nas fraquezas, no calcanhar de Aquiles.

Só sentindo a dor, para saber como é bons os momentos de prazer.
Só perdendo o rumo, para agradecer o horizonte que se forma no caminho.
Depois de tantas duvidas, dores e lágrimas… ainda persiste um pouco disso tudo.

O corpo e a alma não sentem tanto quanto antes, e a idade pesa na consciência.
Só apanhando para perder o medo dos golpes… A cada golpe, é o medo que cai.
Ter que se lembrar de tudo que foi perdido. Ter que se lembrar de tudo que não se pode perder mais.

O cavalheiro no cavalo branco não chegou. Hoje em dia ele usaria uma Harley Davidson, talvez. Mas ele não vem. Deve estar parado na fila de carros… Mas saiba que ele não vem!

As juras de amor são apenas para saborear a sua carne. Sentimento antropofágico do canalha. O sapo foi beijado e contaminou seu lábio com veneno. O último romântico foi morto com uma dose de cicuta, em um ato impensado de ignorância.

As preces não serão atendidas… Não da forma que espera. A armadura reluzente foi comprada a prestações, e o nome está sujo na praça. Seu príncipe está sem reinado, é bastardo e brigou com os pais. Não aceite propostas fantasiosas, pule com os pés descalços nos cravos, para sair do transe que o frescor da rosa lhe deixou. O céu é ensolarado, mas o arco-íris não é jura de amor. Não acredite nas promessas vazias, não durma no ponto.

Seu príncipe não vem, pois se perdeu em outro harém. O conto de fadas está quase no fim, e o lobo mal está comendo a vovozinha. Não espere fugir dos defeitos, não espere a perfeição, não espere. O mundo é mais que seus planos, a vida é mais real que seus sonhos. Planos traçados e objetivos em papel: Esqueça e se atenha aos planos “B”!

A idealização do parceiro te fará sofrer. A vontade de querer lhe fará sofrer. Quer mais do que pode conseguir, se mantêm fora dos limites humanos da compreensão dos erros. Lembre sempre que errar é humano e repetir o erro faz parte de um final “feliz”. Saiba que sempre há um fim, sempre.

O mundo gira e com ele suas adversidades. Novas opções e realidades, e tudo se modifica para formas estranhas, sons dissonantes. O ideal morreu faz algum tempo, fumaram suas cinzas. O verdadeiro perigo é acreditar que ele ainda existe. O verdadeiro momento de sofrimento foi esperando por algo inexistente e inalcançável.

A paixão foi espetada por um anjo cego e sem remorso de ter errado. Não se iluda com os olhares, não hesite em errar. Relaxe sobre o mundo, sem pressa, sem a pressão do que imagina ser o amor indo embora. Príncipes não existem mais, agora é tudo na base do parlamento ou falsos governos totalitários.

Seu grande amor mentiu. Sua cara metade se foi. Seu príncipe encantando na verdade é uma bruxa… Mas não se desespere. Aceite a derrota. Das cinzas há de sair uma fênix mais do que folclórica. Reaja e saberá que o verdadeiro doce vem quando se experimenta o que é mais amargo.

Não beije mais os sapos esperando se tornarem príncipes ou vai acabar ficando envenenada além de não ser muito higiênico. Não espere que a magia da fantasia resolva seus sonhos. Aceite o que tem de melhor para você, aceite os defeitos e não durma dentro desse sonho. Acorde, reaja e viva o momento como tem que ser. E aceite esses sapos como são, apenas anfíbios (escolha um que não seja venenoso, que seja limpinho e o ame da forma que ele o é!)