A favelização tecnológica nossa de cada dia.

Publicado: março 21, 2012 em Uncategorized
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A favela nasceu a mais de 130 anos no Brasil, com o fim da escravatura, os negros que deixavam de morar nas fazendas e senzalas, primeiramente tentaram viver em cortiços, mas com reformas nas vias publicas foram sendo expulsos desses lugares e montaram moradias em encostas de morros e nas periferias de grandes cidades. Sem o mesmo direito que os brancos, sobreviviam com migalhas em meio ao subtratamento que recebia como pessoa humana, por causa da tonalidade de sua cútis.

As favelas progrediram e se expandiram, principalmente a partir da década de 50 com o êxodo rural de trabalhadores que viam atrás de trabalho braçal que eram ofertados na expansão territorial das capitais, grande número dessa população eram migrantes da região nordeste do Brasil que historicamente encontravam abusos políticos e sofriam com frequentes secas.

A favela cresceu, o preconceito que antes era contra os “pretos”, se virou também contra os “cabeça-chatas”. Favelado se tornou sinônimo de uma subcategoria da sociedade. Uma aberração (que se tornou necessária) no rastro da sociedade.
Com o tempo, o favelado começou a perceber sua importância além do descaso sócio-politico, no qual sempre foi utilizado como bode expiatório para gerar votos.

O termo “favela” dito pelos próprios moradores dizia respeito a humildade, povo sem frescuras, trabalhador. A favela virou “comunidade”, ainda sim para certos segmentos da sociedade, favelado era aquela pessoa má vestida, “barraqueira”, bagunceiro, e no pior dos olhos , bandido!

Há a favelização do pior termo possível, que acontece e deixam acontecer. Alimentam a ignorância e o alienamento. Restringem o máximo possível a educação e a luta de classes continua uma luta invisível no Brasil, uma luta desumana onde não sai ninguém ileso.

Mas aqueles que ali residem também auxiliam na aceitação da alienação. A falta de esperança pelo futuro se torna evidente no imediatismo, falta de planejamento familiar, culto ao “fora da lei”…é ali que o poder paralelo fica cada vez mais forte e se torna opção forte entre mentes incautas e titubeantes.

Se encontra pela internet, em redes sociais, o resultado dessa inoperância na educação. Nessa culpa reciproca de quem não cobra com quem não procura!


A favelização do pior modo possível, sendo pejorativo com uma comunidade inteira pela fama de alguns. Pequenos erros de português são só vestígios. Onde cresce o desespero é onde vive o descaso. 

A falta de perspectiva em evolução joga abaixo toda uma geração que deveria estar evoluindo com o advento da tecnologia e os acessos (mesmo que escassos) que as novas tecnologias veem proporcionando. 


A favelização da cultura, poderia ser bom, se pegassem suas melhores características…mas só demonstram o que há de pior a se mostrar.


Fonte básica para iniciar uma pesquisa:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Favela

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